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		<title>IDA &#8211; Informar, Debater, Agir</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 16:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reviravolta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O IDA representa todo o esforço de querer agarrar assuntos de interesse publico para dessa forma fazer cumprir os seus objectos.</p>
<p>O IDA é uma página de autor.</p>
<p>Jornalismo de Investigação.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O IDA representa todo o esforço de querer agarrar assuntos de interesse publico para dessa forma fazer cumprir os seus objectos.</p>
<p>O IDA é uma página de autor.</p>
<p>Jornalismo de Investigação.</p>
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		<title>Blogue Reviravolta</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 17:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reviravolta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<blockquote><p><strong>Blogue Reviravolta desde 10 de Fevereiro de 2009</strong></p></blockquote>
<p>A História do Reviravolta publicada <a href="http://reviravolta.net/inicio/?p=4" target="_blank">aqui</a>, foi sem duvida o inicio desta iniciativa. Passar de ideias a Formato em Papel e tudo o que isso envolveu foi difícil para mim. Então, &#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Blogue Reviravolta desde 10 de Fevereiro de 2009</strong></p></blockquote>
<p>A História do Reviravolta publicada <a href="http://reviravolta.net/inicio/?p=4" target="_blank">aqui</a>, foi sem duvida o inicio desta iniciativa. Passar de ideias a Formato em Papel e tudo o que isso envolveu foi difícil para mim. Então, quando a iniciativa em papel não teve a resposta pretendida, terá sido a partir dai um fechar as portas. Mas a paixão foi tomando conta de novo, a vontade de continuar foi assim aumentando. Era inútil querer insistir no formato em papel, como já foi dito <a href="http://reviravolta.net/inicio/?p=4" target="_blank">aqui</a>, apesar da grande adesão que o Reviravolta teve junto da população, quando existia em Formato de papel. Mas o mercado encontrava-se em crise, estávamos em 2008, a crise começava a detonar os pequenos comerciantes, o verdadeiro patrocínio do Reviravolta. Assim não iria conseguir continuar com o projecto, mas a vontade de continuar era muita. Foi depois de ter escrito num blogue alojado pela <a href="http://redefoca.blogspot.com" target="_blank">blogspot</a> que comecei a notar o potencial da internet além disso via também através do sistema de visitas que tinha nesse blogue uma aderência considerável.</p>
<blockquote><p><strong>O Blogue Reviravolta foi a primeira resposta em formato digital</strong></p></blockquote>
<p>A Internet permite-nos estar disponíveis 24 horas por dia para todo o mundo a custos mínimos com o máximo de liberdade, é esse o conceito que entendo de internet.  Foi ao aperceber-me das vantagens que decidi direccionar o Reviravolta, que até então só existia em formato de papel, para o formato digital.</p>
<p>De seguida só tinha de desenvolver conhecimento para conseguir utilizar a plataforma que escolhi para alojar o blogue, wordpress foi a escolhida.</p>
<p>Ter domínio (reviravolta.net) e servidor próprio (servidor é como se fosse um disco rigido onde está o Reviravolta, só que este disco está a funcionar 24 horas por dia) tem inúmeras vantagens, controlo total dos conteúdos. O investimento é mínimo, paga-se uma verba anualmente que inicialmente nem chegava a 20€, claro que aumentando a exigência aumenta-se o preço.</p>
<p><strong>O Reviravolta na Internet começou inicialmente por ser um blogue</strong></p>
<p>O Blogue Reviravolta é sobre tudo um espaço informal, através do: debater, entretenimento, novas tecnologias, politica; economia, é um espaço que está em transformação constante.</p>
<p>O Blogue é constituido por muitas categorias, desde opinião, vídeo, humor, critica, fotografia, etc, dentro dessas categorias ainda podem existir sub-categorias, os temas são diversos.</p>
<blockquote><p>A criação deste blogue fez-se na necessidade de querer continuar o trabalho que anteriormente existia em papel.</p></blockquote>
<p>Apesar de não se centrar em visitas, o blogue conta com mais de 60 mil visitas em pouco mais de 2 anos, tem semanalmente mais de 400 visitas. <em>De acordo com o Google Analytics</em></p>
<p><strong>O blogue é acrescentado por vários autores de diversas áreas e interesses</strong></p>
<p>São convidadas pessoas de diferentes meios sociedades, interesses de estudo, com o objectivo de acrescentar saberes e experiências.</p>
<p><strong>Para finalizar:</strong> Este projecto está em desenvolvimento constante, principalmente tentamos passar uma mensagem no intuito de contribuir para o bem estar comum.</p>
<p><strong>Acesso em: </strong><a href="http://blogue.reviravolta.net">Blogue Reviravolta</a></p>
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		<title>Reviravolta</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 20:17:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reviravolta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reviravolta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Olá.</p>
<p><strong>Antes de explicar o que é o Reviravolta terei de me apresentar</strong></p>
<p>Chamo-me David Leal, tenho 23 anos e vivi a maior parte da minha vida numa aldeia. O isolamento característico das aldeias, os problemas desses lugares, os preconceitos &#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá.</p>
<p><strong>Antes de explicar o que é o Reviravolta terei de me apresentar</strong></p>
<p>Chamo-me David Leal, tenho 23 anos e vivi a maior parte da minha vida numa aldeia. O isolamento característico das aldeias, os problemas desses lugares, os preconceitos e as dificuldades fizeram-me ver a vida de uma maneira diferente. Enquanto os meus colegas da cidade brincavam e encaravam com seriedade os jogos e desafios próprios da idade, eu não o conseguia fazer porque estava demasiado ocupado a tentar perceber os problemas da conjuntura, de valores e liberdades que o nosso País tem passado ao longo dos anos. Observava os professores, lia a sua personalidade nas suas atitudes e desvalorizava o ensino na altura, que não mais impunha matéria em vez de ensinar e transmitir valores. Mesmo assim, era na escola que me sentia bem, admirava alguns professores.</p>
<p>Em casa, o meu pai, em vez de me largar em frente da televisão dos bonecos e novelas, fazia questão que só visse o telejornal e programas políticos e económicos. Cresci a acreditar na liberdade, nos direitos humanos, na justiça entre todos os povos. Fui criado sempre com valores de sacrifício necessário para bem comum. Como sou muito observador, cada sinal, movimento, atitude de qualquer individualidade que via na TV eram lidos e interpretados, por isso hoje quando olho para a economia ou para a politica, consigo antever em parte o que pretendem com as ideias que expõem e o que sucederá. Não noto evolução a nível politico no nosso País, nem no mundo, mas noto aos poucos uma maior consciência do povo ao que se está a suceder.</p>
<p>Nem o meu pai nem a minha família tem ou teve uma cor politica, venho de uma terra humilde. Assim todas as figuras sem excepção eram criticados de acordo com as suas atitudes.</p>
<p>Consciência. Devo isso ao meu pai. Ele deu-me mais do que a vida, deu-me consciência. Posso não ter tido uma infância como as outras crianças, mas se me dessem a escolher, não trocaria a minha consciência por brinquedos ou jogos, prefiro ter perdido a minha infância do mundo encantado do que perder a capacidade de ter noção da realidade e puder fazer as minhas escolhas.</p>
<p>Quando dizem que o jovem é emocional e inconsciente, por ser jovem, eu pergunto, quantos adultos são crianças? Quantas birras não vimos na Assembleia da Republica? Quantas personagens da nossa sociedade não cometem sempre o mesmo erro? É verdade que a experiência torna-nos mais capazes, mas essa terá de estar ligada obrigatoriamente à idade? Na tropa aprende-se que a idade não é um posto. Ser mais velho não é sinal de sabedoria. Quantos velhos não andam perdidos entre o álcool e o seu mundo fechado? A emoção faz parte da vida do ser humano, é possível haver mais controlo, mesmo com 18 anos. Mas para isso tem de existir disciplina. É o que hoje falta na nossa sociedade. Olhamos para a TV e o discurso é sempre o mesmo, sempre o discurso de que devemos consumir. Os órgãos de comunicação social funcionam como uma arma politica e de propaganda. A mesma arma que o Hitler usou no seu império. A arma que o Salazar aprendeu a usar no seu monopólio. A informação é passada para a sociedade como uma história, um livro real, somos capazes de ficar isentos às medidas de austeridade, aos roubos e atentados, mas somos incapazes de não chorar quando assistimos a um filme. Porquê? Será que já não sabemos diferenciar a ficção da realidade? Este é o poder dos media! Tentam através da ficção vender valores, destruir e influenciar hábitos e tendências.</p>
<p>Você pode achar tudo isto um insulto, uma conversa sem nexo, apenas faça um exercício, procure informação de autores, dê preferência aos livros e deixe mais de lado os jornais, revistas, rádio e televisão. Esta é a informação privilegiada, procure autores que sejam reconhecidos pelo seu trabalho e vida, procure pessoas pelas atitudes que têm na vida e não pelos discursos. Faça isso e terá consciência da intoxicação que todos nós somos vitimas sem nos apercebermos.</p>
<p>Um estudo realizado nos Estados Unidos e transmitido pela BBC, troce um dado novo. É duro pensar na Segunda Guerra Mundial, como é que um só homem levou um País para uma guerra racista e elitista? Será que se o Hitler tivesse nascido noutro País teria sido diferente? Um cientista contratou um professor para fazer uma experiência a um aluno. O aluno foi posto numa divisão que não mantinha contacto visual com o professor. Só ouviam a voz um do outro por um transmissor de voz. O professor fazia perguntas ao aluno, por cada pergunta errada o professor premia um botão que dava um choque ao aluno. Cada resposta errada era sinal de mais voltagem. O aluno foi errando, a voltagem subindo e o professor desesperava. Ouvia os gritos do aluno, este podia desistir a qualquer momento mas o professor não tinha ordem de parar se o aluno não desisti-se. O cientista americano e o professor também americano estavam na mesma sala. Chegou a um ponto desesperante, o professor não aguentava mais dar choques ao aluno, ouvia-se o sofrimento agonizante do jovem. Então o professor diz ao cientista: &#8211; Você se responsabiliza por o que aqui se está a passar?!</p>
<p>O Cientista disse que sim. E mesmo ouvindo os gritos do aluno e a voltagem cada vez mais alta, o professor não parou. No fim da experiência o professor soube que quem estava a ser testado era ele, o aluno não passou por nada, foi tudo encenado. Com esta experiência quiseram provar o poder da hierarquia. Quando existe um problema maior, as pessoas passam a responsabilidade para o superior hierárquico. Você acha que seria diferente? Não, não seria. Todos cometíamos os mesmos erros, porque a hierarquia tem esse propósito, alienar as pessoas. Não só a hierarquia. Mas a hierarquia tem este poder devassador. Provou-se que o nazismo não é exclusivo da Alemanha. O povo alemão não tem culpa.</p>
<p>Agora você percebe porquê que ninguém faz nada? Porquê que o Exercito, as Policias não têm autonomia para limpar o nosso País desta máfia? Porque quem dirige as policias são pessoas de confiança dos Governos. Porquê que os Magistrados, os Juízes têm tanta dificuldade de prender um politico, um empresário reconhecido, uma figura publica? Porque as pessoas que comandam a Justiça são pessoas de confiança dos Governos. Até as entidades reguladoras são nomeadas pelos Governos, até a RTP, os jogos da <em>Santa Casa</em>, todo o País.</p>
<p>Porquê que mudam os políticos mas as politicas são as mesmas, o que está por trás de um politico? Ainda acredita que está num País livre? Tente fazer uma manifestação -  sabia que precisa de autorização? Só por andar na rua e não ser visivelmente perseguido acha mesmo que isso é liberdade? Os valores que você julga ter, quem julga que os passou? Perdemos o nosso tempo com o desnecessário: programas de entretenimento, futebol, cansam-nos com a nossa vida de sacrifício, de trabalho árduo e dizem que temos de sofrer, de fazer sacrifícios por Portugal. Não, não temos! O País somos nós! Eu sou Português, sou parte de Portugal, você também é parte de Portugal e todos nós juntos somos Portugal! Um País sem os seus habitantes não é um País, é apenas um território, uma terra sem dono. Acredite, você não tem de ter uma vida de sacrifício, a culpa da crise não é sua, a culpa do buraco no ozono não é de nós todos! Isso é o que nos querem vender, para nos sentirmos incapazes e sermos mais facilmente alienados. A culpa são das máfias que nos controlam sem darmos conta! O nosso Estado está protegido por um escudo de formalidade e burocracia, usam a história e os homens que a fizeram para se posicionarem em cima de todos. Utilizam as palavras para proveito próprio e ainda rebaixam os outros por pensarem ser mais inteligentes só porque tiveram mais oportunidades.</p>
<p>A ignorância é o problema dos povos. É dificultado o direito ao ensino, à verdadeira informação. Querem que o povo não tenha consciência, para ser facilitado o controlo global. Por isso todas as dificuldades postas no ensino. Se antes era difícil estudar, hoje é facilitado mas de forma negativa. Você fica com algum conhecimento mas não o suficiente para fazer a diferença.</p>
<p><strong>Alguém disse um dia, algo do género:</strong> Para realizar um atentado só é preciso que o herói não faça nada.</p>
<p>Cabe a cada um de nós fazermos a diferença. Se você mudar o seu meio, acreditar na sua capacidade, pode ter a certeza que as coisas vão mudar. É nesta filosofia que criei o Reviravolta. Ele não é um nome, é um sentimento de consciência. Não é um grupo ou movimento. O Reviravolta é o sentimento de quando não encontramos solução quando olhamos em volta e vemos tudo destruído não desistimos de nós próprios, como seres conscientes não nos mandamos para cima dos lobos, como animais incapazes. Reviravolta é a consciência da realidade e a transição para uma personalidade que nos dará capacidade de união individual e não hierárquica a fim de ter o mesmo resultado. Independência Interior! Não aceitarmos lideres nem nos guiarmos pelas ideias, ideologias de uma só entidade, formarmos a nossa conduta moral na nossa experiência de vida, nos erros que cometemos e que vemos a cometer. Reviravolta é mudarmos a nossa vida convictos de que fará toda a diferença a nível global. Não se ganha prémios nem louvores, apenas valores interiores. Não se pretende ser santo nem salvador, apenas ser-se melhor.</p>
<p>Este foi o ponto de partida de difícil interpretação. Estes são os valores que defendo. A aprendizagem que acredito. É a identidade do Reviravolta. Mas o Reviravolta não pretende ser, como já foi escrito um movimento, quer apenas fazer a sua parte na sociedade. Todos nós temos esse dever, todos nós deveríamos expor os valores que acreditamos, fazendo uma corrente gigante de forma a nenhum órgão de soberania, entidade económica ou pessoa conseguir travar a democracia que cada vez mais está a ser perdida.</p>
<p><strong>O inicio do Reviravolta</strong></p>
<p><a href="http://reviravolta.net/inicio/wp-content/uploads/2012/01/Patrocinio-Reviravolta.png" rel="prettyPhoto[4]"><img class="aligncenter  wp-image-102" title="Patrocinio Reviravolta" src="http://reviravolta.net/inicio/wp-content/uploads/2012/01/Patrocinio-Reviravolta.png" alt="" width="533" height="321" /></a>Quando estava no desemprego, após ter terminar um curso profissional que supostamente teria muita saída, vi-me como qualquer pessoa, desesperado. Tinha habilitações mas não tinha oportunidade para ser útil ao País e ter assim uma vida digna. Nesse momento senti-me ma comigo mesmo, estávamos em 2008, foi o pico do desespero, nessa altura procurei força interior. Não através de religião, movimentos, drogas ou álcool, mas nos valores que sempre acreditei. São nessas alturas que temos consciência da pessoa que somos, porque nessa altura estamos por baixo do mundo civilizado. Passei por esse período, amadureci, não desisti, tive muitos trabalhos precários e muitas vontades. Uma delas que já vinha de trás era fazer uma publicação em papel que de-se esperança e força às pessoas. Na altura conheci uma pessoa que administrava um jornal regional. Ele falou-me de uma publicação de baixo custo que desenvolveu. Um conceito totalmente novo e inovador que já existia à mais de 5 anos no conselho de Santarém, apesar de não estar presente em todas as regiões do concelho. Tratava-se de uma publicação com um papel especial: muito mais grosso e maior do que o jornal. O seu conteúdo seria na sua maioria, humor.</p>
<p>Falou-me deste projecto quando ainda tinha 17 anos. Aos 19 resolvi por em marcha na região onde estava a viver. Mudei parte da filosofia e da paginação. Em vez de uma página, frente-verso, acrescentei mais sete. Em vez de só ter humor, resolvi colocar alguns assuntos que entendi serem importantes para a comunidade: Politica, Economia, Informática, Noticias Internacionais faziam parte do Reviravolta. Toda a organização: tabelas de preço, registo na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação) nas finanças etc foram realizadas por mim, andei sempre à procura de informação. Construí o site sem perceber nada de HTML, tive de aprender por mim mesmo, bati porta a porta nas empresas da região à busca de patrocínios. Um conceito novo num momento de crise mas algumas acreditaram, era importante que acreditassem, só conseguia imprimir 1500 exemplares com o seu apoio. Não se tratava de jornalismo, os assuntos eram sérios mas a abordagem acessível e descontraída, o humor permanecia, mesmo na politica. 3 Cidades receberam o Reviravolta gratuitamente em espaços comerciais: cafés, bares, etc. Tudo porque houve empresas a acreditar. A Trigénios, que fica em Fátima, cedeu um PC para desenvolver todo o projecto, em troca ganhou um espaço. Na altura como encontrava-me no desemprego tive de vender o meu pc, então só me restou procurar um emprestado. Corri várias empresas, mas todas elas mostraram desinteresse. Só pedi um PC que consegui-se abrir programas de edição para sites, nada de mais, mas infelizmente as empresas de informática não gostam de investir nos pequenos, só em grandes projectos, visíveis e com nome, mesmo que seja só o empréstimo de um PC. A Trigénios arriscou, se consegui colocar nas ruas o Reviravolta devo-lhes a eles. Por isso a minha homenagem, não só à Trigénios mas a todas as micro-empresas que tiveram coragem de investir num projecto novo na sua terra. Aqui ficaram imortalizados, obrigado.</p>
<p>Fátima, Ourém e Tomar receberam o Reviravolta. A pé percorri casa cidade, cada vila, cada localidade, o Reviravolta tinha de estar em todo lado. Cheguei a encontrar pessoas em Tomar que tinham lido o Reviravolta em Fátima e gostado, abordaram-me na rua com muito optimismo. Recebi emails de vários leitores a agradecer aquele formato e se mostrarem disponíveis para participar. Senti que todo esse trabalho tinha valido a pena. Foram dois meses de volta da construção do Reviravolta. Cheguei a entregar 50 exemplares num café e no dia seguinte ir lá saber se as pessoas gostaram quando os empregados me abordavam entusiasmados dizendo que tinham levado tudo para deixar lá mais. Senti que cumpri com sucesso a minha função. Foram momentos muito intensos, experiências que me deram uma destreza e um poder de organização maior.</p>
<p>Por isso acredito que um Homem motivado, com ideais faz mais do que mil homens alienados! Por isso acredito no Reviravolta e tudo o que ele representa. Por isso acredito que se cada um de nós tiver a mesma motivação sem lideres, fazemos mais do que mudar o mundo, acabamos por mudar o mais difícil, nós mesmos.</p>
<p>Não foi fácil. Não tinha conhecimentos de nada, apenas motivação e ideais. Mas irmos à procura da informação, pedirmos ajuda, termos essa coragem, não por caridade mas por troca de valores, conseguimos nos superar.</p>
<p>O Reviravolta não teve o resultado esperado economicamente falando. O comercio estava a começar a sentir o peso da crise económica. Fiquei na altura muito desiludido, mas sabia que tinha ganho muito com a coragem de investir no que acreditava. Foi uma experiência muito positiva que não me arrependo. Foi o inicio do auto-conhecimento em que os limites se perdiam no horizonte.</p>
<p>Hoje o Reviravolta está representado fisicamente na Internet. Tem alguns projectos, mas nenhum quer limitar a vida de alguém, apenas partilhar momentos e experiências. É esse o objectivo do Reviravolta, é esta a mensagem que quer passar. Todos nós temos um papel a desempenhar, se somos seres conscientes temos de começar a prova-lo com as nossas acções. Estas são as minhas acções. São as mensagens que quero partilhar e que inconscientemente tenho essa necessidade.</p>
<p>No Reviravolta.net você vai encontrar todos os projectos que o Reviravolta abraça, não só eu mas todas as pessoas e entidades que acreditam em conjunto. Verá todo o trabalho técnico, terá uma maior aproximação com o Reviravolta.</p>
<p>Quando somos pequenos sonhamos mudar o mundo. Quando um politico discursa quer fazer-nos acreditar que mudará o mundo. Quando uma personagem nos toca no coração pensamos que mudou o nosso mundo. O Reviravolta não quer mudar o mundo, nem tocar no seu coração, quer que seja você próprio a se tocar, a se entender. Por isso ser um sentimento em que não existe um dono ou líder, por isso não é movimento, porque os sentimentos que temos são o momento mais verdadeiro e puro que podemos ter. É o nosso momento em que somos nós a personagem principal da nossa vida, nessa altura não ouvimos o que o outro nos promete mas aquilo que acreditamos ser possível. Esta é a mensagem. Esta é a atitude que me faz seguir em frente, esteja no desemprego, a viver na rua, a comer do lixo. Os nossos valores são os nossos maiores bens. O conhecimento o verdadeiro ouro. Saber usar um PC ou telemóvel não é acompanhar a evolução, criar um PC ou um Telemóvel, saber como funcionam, interessarmos pelo mundo que está à nossa volta, esta é a verdadeira evolução. Quando começarmos a caminhar para lá, vamos ver se isto não muda.</p>
<p>Deixarmos o nosso egocentrismo, vivemos na hera do estrelato, do espectáculo, começarmos a ter essa noção. Não doarmos o nosso dinheiro a empresas que dizem fazer solidariedade, mas fazê-lo por livre vontade directamente às instituições. Fazermos voluntariado, termos consciência das carências sociais. Isso é começar a fazer a diferença, não porque somos boas pessoas, mas porque é um dever cívico, uma obrigação social que nos irá enriquecer interiormente.</p>
<p>É esta independência interior que acredito que só a conseguimos ter se acreditarmos em nós mesmos. O sofrimento faz parte do processo, irá acompanha-lo para o resto na sua vida, não o deve ver como inimigo, deve vê-lo como desafios que o farão ser maior.</p>
<p>É esta mensagem de difícil resolução que o Reviravolta quer passar ao longo da sua existência, nos projectos onde está inserido. Através dos conteúdos que apresenta. Mas não conte com lições de moral, o Reviravolta não é uma ceita. Conte com conteúdos diversificados, mensagens optimistas, esperança no futuro.</p>
<p>Foi nessa perspectiva que resolvi dar forma ao Reviravolta. Partilhar. Mas para isso temos de passar por experiências, não basta falar delas.</p>
<p>Da minha parte está tudo dito, agora que já sabe o que é o Reviravolta, poderá deixar a sua experiência em baixo no comentário. Terei o maior gosto de a partilhar com todas as pessoas que aqui vêm.</p>
<p>Obrigado por ler.</p>
<p>David Leal</p>
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